segunda-feira, 20 de maio de 2013

MOOC - Já ouviram falar?

 Ouviu-se pela primeira vez este termo vindo de Dave Cormier, que significa Massive Open Online, por outras palavras, são cursos online de acesso livre e que permite a participação de um largo número de pessoas. 
Um MOOC tem três caraterísticas que são consideradas como essenciais: i) são livres, isto porque qualquer pessoa pode inscrever-se, podendo fazê-lo gratuitamente e sem estar numa escola e/ou universidade; ii) são de larga escala, isto porque ao contrário dos cursos tradicionais onde existe um número limitado de pessoas, ele está estruturado e organizado para receber um número extenso se pessoas (daí o nome Massivo); iii) é descentralizado, significa que não há um professor que tenha um papel central, existe sim um membro do corpo docente que direciona as informações que são partilhadas na rede.
No MOOC, as pessoas partilham de interesses em comum, tendo a oportundade de partilhar ideias e/ou experiências com base na informação que contém do que aprendem no curso ou que vão recolhendo extra-curricular.

O que é o LMS?

Hoje, dediquei o meu tempo à análise do artigo publicado na Revista Portuguesa de Pedagogia cujo o titulo Tecnologias Educacionais e da Comunicação - Educar com e para os Media, remete-nos para a crescente importância das novas tecnologias nos nossos dias. Assim sendo, foco a minha atenção para o LMS (Learning Management Systems) que tem vindo a apresentar-se como uma (ótima) ferramenta de apoio ao ensino presencial. O LMS, que traduzido significa Sistema de Gestão da Aprendizagem, são softwares desenvolvidos para auxiliar o ensino e a aprendizagem presencial e/ou virtual.
 Apresenta-se como uma ferramenta que ajuda na disponibilização de conteúdos, unidades programáticas e outros documentos que auxiliam os alunos no seu estudo. A sua grande vantagem pauta-se pela acessibilidade (sempre que seja possível a ligação à Internet), pela facilidade em partilhar, submeter e retirar qualquer documento em formato escrito, visual, ou auditivo. Os membros inscritos nesta plataforma têem a oportunidade de comunicar entre si. Um exemplo vivo, é a utilização da plataforma Moodle pelos alunos do 1.º ano do 2.º Ciclo de estudos do curso de Ciências da Educação, na unidade curricular de Novas Tecnologias e Práticas de Formação, que têem a possibilidade de ter acesso aos conteúdos programáticos da unidade curricular, bem como partilhar trabalhos, dúvidas, curiosidades através do fórum ou do chat, podendo fazê-lo com as professoras e os seus colegas de turma. 

O LMS facilita a interação professor-alunos e alunos-alunos através de meios de comunicação síncrona (e.g. video-chamada através do skype) e assíncrona (e.g. comunicação através do correio eletrónico).
São, efetivamente, plataformas de apoio ao ensino-aprendizagem que ajudam a fomentar uma aprendizagem construtivista, no caso de serem bem utilizadas, isto é, não pode apenas utilizar-se a plataforma só porque sim, é necessário corresponder a um conjunto de objetivos para fomentar essa aprendizagem.
Recorrendo, novamente, à experiência de que sou possuidora na plataforma Moodle, o professor tem um papel fulcral em todo este processo, pois é ele que estabelece o primeiro contato com os alunos e motiva-os a colaborar na plataforma. Após isso, o aluno inicia a sua interação na plataforma e percebe as suas grandes vantagens (submeter trabalhos, visualizar textos, estudar a matéria lecionada, verificar as pautas de avaliação, colocar dúvidas, esclarecer as dúvidas com os professores e os seus colegas, etc). O professor à medida que estimula a interação dos alunos, vai incorporando um papel menos ativo, uma vez que, pretende-se que os alunos interajam entre si, no sentido da filosofia da aprendizagem colaborativa e ativa.
Contudo, interessa assinalar que estas novas práticas ainda são pouco utilizadas no Ensino Superior, considerando que, esta é uma etapa em que recorrer às novas tecnologias é uma mais valia, isto porque, deparamo-nos cada vez mais com alunos que trabalham e estudam, não tendo a possibilidade de estarem presentes em todas as aulas, pelo que, a facilidade de acesso a estas plataformas é e será (sempre) uma boa opção. 

Referência Bibliográfica:
Carvalho, A. A. (2008). Os LMS no Apoio ao Ensino Presencial: dos conteúdos às interacções. Revista Portuguesa de Pedagogia, 42(2), 101-122.

sábado, 18 de maio de 2013

Comunidades de Aprendizagem Online

Numa primeira abordagem, irei focar as comunidades de aprendizagem Online em contextos formais, uma vez que, estou a viver esta experiência.
As comunidades de aprendizagem online são construídas na Internet, sem que para isso estejam ligadas a um espaço geográfico. Inicialmente, as comunidades surgiam em contextos presenciais num espaço geográfico. Com a aparição da Internet, esses espaços passam para lá, tornando-se virtuais, aos quais podemos defini-los como ciberespaços. Elas unem as pessoas que têm interesses e objetivos semelhantes. Tendo em conta que, online não é possível ter um contacto físico, torna-se importante que se desenvolva um sentimento no seio da comunidade. Tal sentimento pode ser desenvolvido por apresentações que os membros fazem ou através de partilha das suas fotografias. Salienta-se que, comunidade de aprendizagem é também usada como sinónimo de comunidade de prática, comunidade virtual e comunidade de inquirição. Enquanto que a comunidade de prática surge de uma atividade profissional e, no início, é feita num espaço físico, a comunidade virtual e de inquirição surgem (sempre!) num espaço online.
Segundo Rheingold (2000) citado por Carvalho & Gomes (2012), as comunidades virtuais são agregados sociais que surgem na rede e que têm associados a si quatro fatores essenciais: a quantidade de pessoas envolvidas, a capacidade de construirem temas para manterem a comunicação na comunidade, o tempo suficiente que deve durar para se estabelecer e desenvolver uma comunidade e os sentimentos e relações pessoais que se estabelecem.
Realço que, para se construir uma comunidade virtual de aprendizagem é fundamental que cada um dos seus intervenientes visualize as vantagens, que desenvolva ideias, que as compartilhe com os outros colegas, e que neste caminho, aprendam uns com os outros.
Wenger em 1998 desenvolveu os estádios de desenvolvimento de uma comunidade (1.º Potencial; 2.º Coadolescência; 3.º Ativa; 4.º Dispersa; 5.º Memorável), que de uma forma bastante resumida resultam em sequências de patamares pelos quais os membros passam. São, efetivamente, passos fulcrais para a construção e organização de uma comunidade, e de fato o último estádio é deveras importante porque marca o percurso dos indivíduos e da comunidade.
Posto isto, interessa centrar a questão das comunidades de aprendizagem online num contexto formal, como por exemplo, a abertura de uma unidade curricular de uma licenciatura ou mestrado. É o meu caso e dos meus colegas! Todos estamos envolvidos numa comunidade de aprendizagem online (LMS Moodle) dentro da unidade curricular de Novas Tecnologias e Práticas de Formação. Esta experiência permitiu (a mim em particular), desenvolver competências e encontrar novas formas de comunicação. Neste sentido, uma comunidade insere-se numa perspetiva sócio-construtivista que centra a aprendizagem ativa e colaborativa de todos os seus intervenientes. Neste ambiente, deve definir-se de forma clara e concisa o que se pretende com a criação do grupo, devem definir-se normas, permitir que os grupos assumam diferentes papéis e permitir que sejam os participantes a resolverem as suas próprias discussões.
Quando se cria uma comunidade online deve ter-se em atenção que, todos os intervenientes não se conhecem pelo que, devem fazê-lo da forma mais próxima que conseguirem. Essas formas podem ser através de apresentações construtivas que envoquem gostos, interesses, ambições, sonhos, objetivos, lembranças que a pessoa tem, isto porque, o que nos motiva muitas vezes a entrar em algo que desconhecemos é quando percebemos que nesse grupo existe sempre alguém que partilha do mesmo medo ou tem um sonho semelhante ao nosso. Posto isto, o professor assume um papel fundamental no percurso dos membros das comunidade. Ele desempenha várias funções em simultâneo: é facilitador, organizador, animador e comunicador de informações. Neste sentido, é ele que tem a responsabilidade inicial de motivar os alunos a participarem nas comunidades e a regular as suas intervenções.
Neste limiar, importa frisar que as comunidades online disponibilizam oportunidades de desenvolvimento de várias competências nos seus membros.


Referência Bibliográfica:
Carvalho, A. A., & Gomes, T. (2012). Comunidades de aprendizagem online em contextos formais e não formais. In M. A. Flores e F. Ilídio (orgs), Currículo e Comunidades de Aprendizagem: Desafios e Perspetivas (pp. 121-147). Santo Tirso: DeFacto.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

PODCASTS

Presentes na Sociedade do Conhecimento, todos os dias nos deparamos com uma nova tecnologia. Uns querem ser pioneiros na sua exploração, outros resistem à sua descoberta até perceberem o quão facilitadora pode ela ser para as nossas vidas.
Hoje, abordo o tema do Podcast, baseada na leitura e análise do texto: "Poscasts para Ensinar e Aprender em Contexto" da Professora Doutora Ana Amélia Carvalho e Cristina Aguiar.
A pergunta inicial é, provavelmente, o que é um Podcast?
É um ficheiro aúdio digital que foi criado em 2004 no seguimento da Web 2.0.
Como Surgiu?
Antes de ser considerado um ficheiro aúdio digital, era um programa de rádio na Internet.
Qual a vantagem de utilizar um Podcast?
Existem muitas, mas dentro delas, considero que a possibilidade de sermos os próprios criadores de um ficheiro e possuirmos a oportunidade de publicá-la online, é de fato uma grande vantagem!
Torna-se importante explicar o conceito de podcasting. Este é uma extensão do podcast com uma forma diferente: é acompanhado por imagem (enhanced podcast) ou vídeo(vodcast ou vidcast).
Todos este ficheiros podem ser submetidos no Podomatic (http://www.podomatic.com/profile) ou no Mypodcast (http://mypodcast.com/). No entanto, podem ser descarregados para um computador ou dispositivo móvel, o que lhe confere a flexibilidade de estar disponível sempre que seja necessário.
Rheingold (2002) citado por Carvalho & Aguiar (2010), os alunos que nasceram nesta aldeia global e na era digital estão constantemente a navegar nas tecnologias, não imaginando as suas vidas sem a sua presença, são definidos como a "geração polegar". Uma geração assim, precisa ao seu dispôr as tecnologias e como deve (melhor) utilizá-las.
Vários autores evidenciam o quão vantajoso pode ser o Podcasting para o ensino, isto porque tem várias utilidades para além do uso de som ou de video [Campbell (2005), citado por Carvalho & Aguiar (2010)].
Os podcastas podem ser utilizados em múltiplos contextos e com diferentes finalidades. Porém, apresenta-se como uma preciosa ferramenta no ensino, nomeadamente para disponibilizar informação aos alunos que não estiveram presentes nas aulas, como é o caso no ensino superior, dos trabalhadores estudantes. No entanto, não é só essa a funcionalidade do podcast (disponibilizar informação), pretende-se que proporcione algo mais, tal como referencia Lee & Chan (2007) cit. por Carvalho & Aguiar (2010), a ênfase de um podcast não deverá estar em proporcionar apenas aulas ou conteúdos.
Os podcasts fomentam o desenvolvimento de determinadas competências, promovendo a aprendizagem independente, colaborativa e ativa, proporcionam extensões às aulas e fornecem instruções aos alunos, fortalecem a relação professor-aluno e tornam-se muito motivadores no processo de ensino-aprendizagem.
Posto isto, é fundamental ordenar esta taxonomia da seguinte forma: os podcasts podem assumir um tipo expositivo/informativo, a sua principal função é de transmitir informações. Os que têm episódios com comentários críticos a trabalhos ou feedback dos mesmos denominam-se de Feedback/Comentários. Por fim, os que indicam ou têm como função dar instruções relativamente a um assunto chamam-se de Instruções/orientações.
No que concerne ao formato dos podcasts, este podem estar em forma de vodcast e/ou vidcast (vídeo), sreencast (capturação do ecrã) e enhanced podcast (fotografias, imagens).
Quanto à sua duração, esta deve ser curta ou moderada, na perspectiva de Cebeci &Tekdal (2006), não deve ultrapassar os 15 minutos. Relativamente à autoria, esta poderá ser feita por professores, alunos e outros intervenientes. Sem descurar que o professor assume um papel de agente criador, porque produz os conteúdos e motiva os alunos a produzirem os seus prórpios ficheiros.  Neste sentido, o seu estilo pode definir-se como formal ou informal. Para concluir, podemos afirmar que os podcasts têm uma multiplicidade de vantagens e funções sobre as quais não devemos ficar indeferentes, e se elas existem porque não usar e abusar delas?
Aqui fica a sugestão!

Referência Bibliográfica:
Carvalho, A.A.A., & Aguiar, C. A. A. (2010). Taxonomia de Podcasts. In A. A. A. Carvalho, & C. A. A. Aguiar (Orgs.), Podcasts para Ensinar e Aprender em Contexto (pp. 19-43). Santo Tirso: De Facto.

sábado, 6 de abril de 2013

Rotação de 180º - A Web 2.0 de O'Reilly

O mês de Outubro do ano civil de 2001, marcou um ponto crucial para a Web.
Ultrapassava-se, assim, uma revolução tecnológica!
O termo Web 2.0 da autoria de Tim O'Reilly, surge de um brainstorming no MediaLive International em 2004.
Web 2.0 é a mudança para uma internet vista como uma plataforma, uma das suas directrizes é a de desenvolver aplicativos que aproveitam os benefícios da rede para se tornarem melhores quanto mais usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva (O'Reilly, 2005).
Existe quem designe a Web 2.0 como a Web social, isto porque preocupa-se com a participação dos utilizadores.
A Web 2.0 iniciou, no ano de 2005, a sua popularidade. Nesse ano, existiram mais de 9,5 milhões de citações no Google.
Ao contrário da Web 1.0, que tinha como principal característica a grande quantidade de informações disponíveis em que todos podiam ter acesso, sendo o utilizador um mero espectador da acção que se passava na página que visitava, a Web 2.0  dá oportunidade às pessoas de produzirem os seus próprios documentos e publicá-los automaticamente na rede, sem que para isso o utilizador tenha de ter grandes conhecimentos em programação.
De facto, a Web 2.0 revolucionou a forma como interagimos na rede, e o mais curioso foi que tudo isto surgiu (quase) sem darmos conta da transformação que nos envolveu.

Bibliografia:
O'Reilly, T. (2005) What is web 2.0: Design Patterns and Business Models for the next Generation of Software.

 

sábado, 9 de março de 2013

A importância dos 4 C's de Quinn



O livro "The Mobile Academy mLearning for higher education" de Clark Quinn (2012), refere a crescente valorização dos dispositivos móveis nos tempos que decorrem, bem como da sua utilidade em contexto educativo.
Clark Quinn é Doutorado em Psicologia Cognitiva pela Universidade da Califórnia e reconhecido pelo seu grande contributo à tecnologia. Desempenhou funções na Designware, uma empresa de software educativo, onde desenvolveu jogos de computador educativos.
Posto isto, Quinn (2012) enfatiza o conceito de moblie learning e a importância que tem vindo a adquirir ao longo do tempo, uma vez que a maior parte da população possui um dispositivo móvel. 
Neste sentido, caracteriza os quatro (4) C's dos dispositivos móveis que são: o Conteúdo (Content), Capturar (Capture), Computar (Compute) e Comunicar (Communicate).
O conteúdo diz respeito a qualquer tipo de documento, seja ele em texto, gráfico,áudio ou vídeo que pode ser armazenado, partilhado e com acesso através do dispositivo móvel, independentemente onde possa estar o utilizador. Permite-lhe visualizar toda a informação que deseja sem sair do local onde está.
Quanto ao conceito de capturar, relaciona-se com tudo aquilo que o utilizador produz, ou seja, o utilizador produz um documento que pode ser em suporte áudio, texto ou imagem com a possibilidade de guardá-los no seu dispositivo e partilhá-los com outros utilizadores.
Relativamente ao conceito de computar prende-se com os programas, ferramentas e aplicações que são adquiridas pelo utilizador que auxiliam no armazenamento.
Por fim, define o conceito de comunicar que está diretamente ligado ao estabelecimento de interações com outros utilizadores através deste dispositivo móvel de forma síncrona ou assíncrona. Existe diversas formas de comunicação e interacção entre os utilizadores, tal como o Chat, vídeo-chamada, entre outros.
A figura seguinte expressa de forma clara todo o processo que Quinn (2012) intitulou de Four C's of Mobile Learning.
O grande potencial que os dispositivos móveis podem ter nas nossas vidas, isto porque, a maioria de nós possui um telemóvel que tem ligação Wi-Fi e possibilita estar presente em qualquer lugar, a qualquer hora.

 

sexta-feira, 1 de março de 2013

First day

A Marta nasceu aos 25 dias do mês de Outubro no ano de 1991 numa aldeia da Beira Interior.
Aos 17 anos viaja rumo a Coimbra, onde se instala por tempo indeterminado.
É uma jovem feliz, determinada, por vezes orgulhosa e teimosa, mas flexível.
Frequenta o curso de Ciências da Educação na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Está, neste momento, no 1.º ano do 2.º Ciclo de Estudos e escolheu como unidade curricular, quiçá, futura área de estágio, as Novas Tecnologias e Práticas de Formação.
A questão que se coloca é: Porquê optar pelas Novas Tecnologias existindo uma relação pouco amigável com elas? Ora bem, a minha relação pouco amigável deriva do facto de não ter muito tempo para aprender de forma autónoma a descobri-las, por esse motivo, com a ajuda de quem sabe espero desenvolver a minha simpatia pelas Tecnologias e tornar-me uma (boa) aliada delas.
Este blog tem por objectivo primordial, compreender e reflectir assuntos/temas das Novas Tecnologias e Práticas de Formação.
É curioso o facto de nunca ter criado um Blog. Por diversas razões não o fazemos: porque não gostamos de escrever, porque não temos (simplesmente) nada para dizer ao mundo, porque não temos tempo ou porque nunca sabemos o que escrever. A minha razão prende-se com este último facto! 
Agrada-me a ideia de ter um Sítio onde posso escrever, desta vez algo específico e direccionado.
Neste sentido, espero de igual forma contribuir para o vosso conhecimento, à medida que aumento o meu. :)
Por agora, deixo-vos com dois temas que gosto muito de ouvir, quando estou a trabalhar...