sábado, 18 de maio de 2013

Comunidades de Aprendizagem Online

Numa primeira abordagem, irei focar as comunidades de aprendizagem Online em contextos formais, uma vez que, estou a viver esta experiência.
As comunidades de aprendizagem online são construídas na Internet, sem que para isso estejam ligadas a um espaço geográfico. Inicialmente, as comunidades surgiam em contextos presenciais num espaço geográfico. Com a aparição da Internet, esses espaços passam para lá, tornando-se virtuais, aos quais podemos defini-los como ciberespaços. Elas unem as pessoas que têm interesses e objetivos semelhantes. Tendo em conta que, online não é possível ter um contacto físico, torna-se importante que se desenvolva um sentimento no seio da comunidade. Tal sentimento pode ser desenvolvido por apresentações que os membros fazem ou através de partilha das suas fotografias. Salienta-se que, comunidade de aprendizagem é também usada como sinónimo de comunidade de prática, comunidade virtual e comunidade de inquirição. Enquanto que a comunidade de prática surge de uma atividade profissional e, no início, é feita num espaço físico, a comunidade virtual e de inquirição surgem (sempre!) num espaço online.
Segundo Rheingold (2000) citado por Carvalho & Gomes (2012), as comunidades virtuais são agregados sociais que surgem na rede e que têm associados a si quatro fatores essenciais: a quantidade de pessoas envolvidas, a capacidade de construirem temas para manterem a comunicação na comunidade, o tempo suficiente que deve durar para se estabelecer e desenvolver uma comunidade e os sentimentos e relações pessoais que se estabelecem.
Realço que, para se construir uma comunidade virtual de aprendizagem é fundamental que cada um dos seus intervenientes visualize as vantagens, que desenvolva ideias, que as compartilhe com os outros colegas, e que neste caminho, aprendam uns com os outros.
Wenger em 1998 desenvolveu os estádios de desenvolvimento de uma comunidade (1.º Potencial; 2.º Coadolescência; 3.º Ativa; 4.º Dispersa; 5.º Memorável), que de uma forma bastante resumida resultam em sequências de patamares pelos quais os membros passam. São, efetivamente, passos fulcrais para a construção e organização de uma comunidade, e de fato o último estádio é deveras importante porque marca o percurso dos indivíduos e da comunidade.
Posto isto, interessa centrar a questão das comunidades de aprendizagem online num contexto formal, como por exemplo, a abertura de uma unidade curricular de uma licenciatura ou mestrado. É o meu caso e dos meus colegas! Todos estamos envolvidos numa comunidade de aprendizagem online (LMS Moodle) dentro da unidade curricular de Novas Tecnologias e Práticas de Formação. Esta experiência permitiu (a mim em particular), desenvolver competências e encontrar novas formas de comunicação. Neste sentido, uma comunidade insere-se numa perspetiva sócio-construtivista que centra a aprendizagem ativa e colaborativa de todos os seus intervenientes. Neste ambiente, deve definir-se de forma clara e concisa o que se pretende com a criação do grupo, devem definir-se normas, permitir que os grupos assumam diferentes papéis e permitir que sejam os participantes a resolverem as suas próprias discussões.
Quando se cria uma comunidade online deve ter-se em atenção que, todos os intervenientes não se conhecem pelo que, devem fazê-lo da forma mais próxima que conseguirem. Essas formas podem ser através de apresentações construtivas que envoquem gostos, interesses, ambições, sonhos, objetivos, lembranças que a pessoa tem, isto porque, o que nos motiva muitas vezes a entrar em algo que desconhecemos é quando percebemos que nesse grupo existe sempre alguém que partilha do mesmo medo ou tem um sonho semelhante ao nosso. Posto isto, o professor assume um papel fundamental no percurso dos membros das comunidade. Ele desempenha várias funções em simultâneo: é facilitador, organizador, animador e comunicador de informações. Neste sentido, é ele que tem a responsabilidade inicial de motivar os alunos a participarem nas comunidades e a regular as suas intervenções.
Neste limiar, importa frisar que as comunidades online disponibilizam oportunidades de desenvolvimento de várias competências nos seus membros.


Referência Bibliográfica:
Carvalho, A. A., & Gomes, T. (2012). Comunidades de aprendizagem online em contextos formais e não formais. In M. A. Flores e F. Ilídio (orgs), Currículo e Comunidades de Aprendizagem: Desafios e Perspetivas (pp. 121-147). Santo Tirso: DeFacto.

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