Hoje, dediquei o meu tempo à análise do artigo publicado na Revista Portuguesa de Pedagogia cujo o titulo Tecnologias Educacionais e da Comunicação - Educar com e para os Media, remete-nos para a crescente importância das novas tecnologias nos nossos dias. Assim sendo, foco a minha atenção para o LMS (Learning Management Systems) que tem vindo a apresentar-se como uma (ótima) ferramenta de apoio ao ensino presencial. O LMS, que traduzido significa Sistema de Gestão da Aprendizagem, são softwares desenvolvidos para auxiliar o ensino e a aprendizagem presencial e/ou virtual.
Apresenta-se como uma ferramenta que ajuda na disponibilização de conteúdos, unidades programáticas e outros documentos que auxiliam os alunos no seu estudo. A sua grande vantagem pauta-se pela acessibilidade (sempre que seja possível a ligação à Internet), pela facilidade em partilhar, submeter e retirar qualquer documento em formato escrito, visual, ou auditivo. Os membros inscritos nesta plataforma têem a oportunidade de comunicar entre si. Um exemplo vivo, é a utilização da plataforma Moodle pelos alunos do 1.º ano do 2.º Ciclo de estudos do curso de Ciências da Educação, na unidade curricular de Novas Tecnologias e Práticas de Formação, que têem a possibilidade de ter acesso aos conteúdos programáticos da unidade curricular, bem como partilhar trabalhos, dúvidas, curiosidades através do fórum ou do chat, podendo fazê-lo com as professoras e os seus colegas de turma.
O LMS facilita a interação professor-alunos e alunos-alunos através de meios de comunicação síncrona (e.g. video-chamada através do skype) e assíncrona (e.g. comunicação através do correio eletrónico).
São, efetivamente, plataformas de apoio ao ensino-aprendizagem que ajudam a fomentar uma aprendizagem construtivista, no caso de serem bem utilizadas, isto é, não pode apenas utilizar-se a plataforma só porque sim, é necessário corresponder a um conjunto de objetivos para fomentar essa aprendizagem.
Recorrendo, novamente, à experiência de que sou possuidora na plataforma Moodle, o professor tem um papel fulcral em todo este processo, pois é ele que estabelece o primeiro contato com os alunos e motiva-os a colaborar na plataforma. Após isso, o aluno inicia a sua interação na plataforma e percebe as suas grandes vantagens (submeter trabalhos, visualizar textos, estudar a matéria lecionada, verificar as pautas de avaliação, colocar dúvidas, esclarecer as dúvidas com os professores e os seus colegas, etc). O professor à medida que estimula a interação dos alunos, vai incorporando um papel menos ativo, uma vez que, pretende-se que os alunos interajam entre si, no sentido da filosofia da aprendizagem colaborativa e ativa.
Contudo, interessa assinalar que estas novas práticas ainda são pouco utilizadas no Ensino Superior, considerando que, esta é uma etapa em que recorrer às novas tecnologias é uma mais valia, isto porque, deparamo-nos cada vez mais com alunos que trabalham e estudam, não tendo a possibilidade de estarem presentes em todas as aulas, pelo que, a facilidade de acesso a estas plataformas é e será (sempre) uma boa opção.
Referência Bibliográfica:
Carvalho, A. A. (2008). Os LMS no Apoio ao Ensino Presencial: dos conteúdos às interacções. Revista Portuguesa de Pedagogia, 42(2), 101-122.
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